segunda-feira, 2 de junho de 2014


Na aula do dia 31 de Maio do corrente, depois de nos deslocarmos para o exterior e ter ouvido as instruções do professor, emaranhei-me na natureza, absorvido pela beleza da encosta da Serra, lembrando-me dos belos trilhos de BTT, por onde desci À poucos dias, olhei em redor e o objecto que me despertou o interesse foi um pequeno ramo de oliveira, provavelmente, porque a mesma está no seu estado fenológico, designado de floração que me provocou um efeito alérgico, evidenciado por alguns espirros, ou, porque me recordei dos meus tempos de “jovem estudante”, já que a minha primeira formação académica é de Técnico Agrícola. A oliveira, produz azeitona onde é extraído o azeite, desenvolve-se bem no denominado “clima mediterrânico” e Portugal, tem grande potencial para a sua produção, as nossas condições climatéricas e tipos de solos permitem a obtenção de uma diversidade de azeites excepcionais, de norte a sul do país, ao que se junta a experiência adquirida ao longo dos anos das pessoas que o produzem. Tendo sido utilizado no passado como combustível para iluminação, loção corporal ou medicamento, tornou-se um pilar da nossa gastronomia, pelo que as suas propriedades saudáveis são cada vez mais valorizadas nos nossos dias, ganhando cada vez mais importância a nível internacional, a actual conjuntura mundial, o aparecimento de novos mercados emergentes e as alterações dos hábitos de consumo, obrigam as empresas à necessidade de alterar as suas políticas e a apostar na internacionalização. Não se verificando a existência de um cluster do sector, é fundamental a criação de uma Federação que associe esses mesmos produtores, para que organize a promoção do azeite português no mundo, integrando os principais produtores nacionais, que teria como missão a promoção do azeite português no mundo, tornando o sector dinâmico e ousado, potenciando ao mesmo tempo condições favoráveis para o desenvolvimento e crescimento deste sector. Assim o futuro do sector passa por criar sinergias, como forma de agregar valor e diferenciação. O sector do azeite tem uma cadeia de valor bastante valorizada à custa de produtos cada vez mais diferenciados e de imagem apelativa, com a criação de uma Federação do sector, podia-se valorizar muito mais essa mesma cadeia de valor, concentrando a aquisição dos factores de produção, podendo ainda concentrar a transformação da azeitona em azeite, em lagares comuns, com linhas de enchimento também partilhadas, pelos membros da referida Federação, mas o mais importante era a partilha dos custos de promoção, marcando presença em mercados e feiras internacionais, já que a pequena dimensão da maior parte dos produtores de azeite nacionais, não lhes permite viabilizar economicamente, o investimento na internacionalização do seu produto, no entanto, mas com recurso à Federação, vários produtores podiam estar presentes numa mesma plataforma, potenciando o sucesso da promoção com custos repartidos e uma maior visibilidade.

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